Entre amenidade dos dias e outros de fogo!

Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011
...

RIP

 

 

 

 

um último respiro

 

publicado por carlosfreitas às 13:43
|

Domingo, 07 de Novembro de 2010

 

 

A construção do Estado, enquanto fórmula de organização das sociedades, assenta, entre diversos factores (soberania sobre determinado território, organização política, instituições que asseguram o normal funcionamento, governo, Constituição, etc..) e a sua dependência da denominada  sociedade civil, que se pode concretizar nos diversos conjuntos de cidadãos, a parte constituitiva, fundamental, do denominada Estado moderno e pilar indissociável da sua organização e de estabilidade do sistema político democrático. Weber, ao teorizar sobre os fundamentos do Estado Moderno faz assentar os seus pressupostos no que denominará como o "processo geral de racionalização" das sociedades actuais, que assenta em três pressupostos fundamentais: sistema tributário centralizado e continuo, comando militar e policial centralizado, monopólio do uso da violência e uma administração burocrática.  Assistimos contudo à rápida transformação e deriva de algumas destas prerrogativas para instituições de cariz supra-nacional, não-eleitas de forma democrática e cuja capacidade de controlo dos Estados assume proporções cujo o alcance devemos começar a prever. O controlo e dominio efectivado pela asfixia económica e do processo económico e já conhecido e previsivel. O sistema político em que se baseia o mundo Ocidental encontra-se, por via desta concretização, a da diluição do poder eleito no interior dos Estados, exposto, hoje, a essa contínua subjugação do poder eleito, pelos cidadãos, a um conjunto de detentores do poder económico global, não-eleitos de forma democrática, como tal "não-representantes" de nenhum poder reconhecido democráticamente.  Este processo tem vindo , de forma contínua, a colocar em causa a essência, os fundamentos essenciais, do conceito de Democracia propalado no mundo ocidental. Por outro lado a sociedade civil  perde poder de influência através da continuada asfixia económica e consequente degradação do conceito de democracia e de Estado moderno que subsistiu durante boa parte do século XX. A concretização desta realidade começa a assumir em Portugal, uma dimensão devastadora, cujos contornos, que se vislumbram, podem carrear para o interior da sociedade portuguesa conflitos de vária ordem. Com um sistema de justiça a raiar os limites do  "non-sense",  origem da inexistencia de credibilidade na relação entre poder eleito e os cidadãos. Embora detentor, como refere Weber, desse "monopólio do uso da violência", cuja essência permite a repressão e controlo, por todos os meios, de um conjunto de situações de risco que passarão a ser designadas imediatamente como causadoras de instabilidade e desarticulação social, designação que permitirá a utilização e consequente abuso desse poder inerente. Será através desse conceito que enforma o Estado Moderno que a diluição dos conflitos previsíveis, sempre sobre estreita conivência e controlo das instituições detentoras do verdadeiro poder político actual: o poder económico, que o conflito social será controlado.  A degradação do actual sistema social em Portugal, terá severas e duras manifestações, embora o empobrecimento geral da população seja factor que, em Portugal, será fácil e rapidamente dominado. A consequencia deste facto, a desarticulação do tecido social português, implica profunda reorganização deste, embora o molde da reorganização nos pareça seguir o modelo continuado de depauperação e desarticulação do regime democrático português e de boa parte dos seus cidadãos, fruto das evidentes contradições que fomos erigindo ao longo dos últimos trinta anos, da acefalia da classe política, eleita consequentemente por essa acefalia geral da sociedade civil portuguesa.

publicado por carlosfreitas às 11:47
|

Domingo, 26 de Setembro de 2010

Praia de Cascaes

José lLeitão Bárcia

AML - AF,  A 7364

Ano: (pós 1890)

Centenário da República (1910 - 2010), Viajar, Viajantes e turistas à descoberta de Portugal no tempo da Primeira República, Julho de 2010

publicado por carlosfreitas às 02:08
|

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

A questão da saída, forçada - ou não - provocada - ou não - pela entrevista, do cargo na Unesco, é mais um episódio do estado da política em Portugal. A rotatividade diplomática estando, no cerne da mudança, chega eivada do que chamo cinismo de Estado. Um Estado cínico, cria apenas cínicos. As palavras sublinhadas e sua clara objectividade fazem de Manuel Maria Carrilho, "personna non grata" a quem o colocou em altos cargos da governação e do Estado. O livro, a publicar, agradece a publicidade chegada de forma inverosímil.

publicado por carlosfreitas às 01:40
|

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
publicado por carlosfreitas às 12:48
|

Domingo, 19 de Setembro de 2010

 

 

Recordo-me que no século passado, e não foi assim há tento tempo, ser referido que o país em que vivíamos estava atrasado estruturalmente cerca de trinta a quarenta anos relativamente aos países do arco europeu, que então nos envolvia e envolve. Embora estruturalmente tenhamos conseguido diminuir essa diferença estrutural em alguns dos seus  múltiplos aspectos - mobilidade, acesso dos cidadãos às novas tecnologias, são, por exemplo, dois desses aspectos, outros contudo se mantém e alargam este conceito de divergência. A questão sexual, que não se resolve apenas com a liberalidade no que diz respeito à união de pessoas do mesmo sexo, mas abrange um mais vasto sector no interior das relações heterosexuais. Ou seja a estrutura mental de uma imensa maioria dos portugueses mantém -se inalterável.  E não apenas na questão sexual, como me parece óbvio. Continuamos a pensar estas questões com um atraso de trinta anos. Por isso as diversas velocidades a que o país se move. Daí um  mundo inteiro de realidades a mudar, de forma urgente e persistente, na formação das mentalidades e das gerações futuras. Embora não concorde aqui com a afirmação de que os homens falam mais livremente do sexo. Talvez, mas, pelo que conheço, muitas vezes , essa maior abertura em falar sobre os assuntos de cariz sexual esteja muito elaborada em redor de um machismo decadente. A minha geração por exemplo, na sua totalidade, já não chega lá. O problema reside que esta  vai passando os seus valores, no caso em apreço, às gerações que deram origem. Seremos capazes de andar um pouco mais depressa nestas questões? Seremos. Quando nos libertarmos das amarras da religião. Quando os mitos acabarem e a questão da abordagem da sexualidade se realizar plenamente no interior do ensino em Portugal. Porque em casa,e neste momento, poucos país detém essa capacidade de falar de forma livre e consciente destes assuntos. Embora existam já muitas excepções à regra. Ainda bem. No fundo teremos que ser nós mesmos a dar passos de gigante. Mesmo que, por vezes, tenhamos que acarretar os problemas inerentes em estarmos à frente do nosso tempo!

publicado por carlosfreitas às 12:24
|

Existem cada vez mais perplexidades no país que me assaltam o espírito. Este exemplo é uma delas. Surge no meu espírito com espécie de tentativa para justificar o enorme bolo da despesa pública, cuja importância não se devia medir pela quantidade, mas pela polivalência e eficácia. Não coloco em causa a instituição. Onde pairam as pessoais dúvidas é sobre a racionalidade existente nos quadros superiores, as despesas com representação, sejam elas verificadas em que contexto for. Assim me parece que a intituição numa tentativa, e desespero, de justificar a necessidade premente de verbas para a manutenção do seu "status quo" se deixe enredar em malabarismos para continuar a justificar essa enorme pressão que os militares de quadro, incluído aqui  a dimensão numerosa de altas patentes, e que justificam esta sensação. Numa espécie de volta atrás, em versão castrense.

 

tags:
publicado por carlosfreitas às 11:57
|

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

La dama y la muerte from Derecho a Morir Dignamente on Vimeo.

 

 

 

Uma ode à dignidade Humana.

 

Através de Maria João Stoffel no facebook.

publicado por carlosfreitas às 02:11
|

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Bom Dia xôra prefessora! Xim xôra prefessora. Xó falta mesmo o crunxefixio, faz-me alembrar na tele-iscola xôra prefexora em ca habia alunos que durmiam horas xeguidas xem os ninguém os ber. Até amanhê xôra prefessora.             Ai meus ricos meninos!

 

 

publicado por carlosfreitas às 13:27
|

Na realidade João Tunes - um dia destes nem que tenha que ir ver um jogo do Benfica - ressalta neste seu texto, a verdade que querem impor. Uma pequena limpeza ideológica. Que pode enformar, embora não reconheça que tal seita faça caminho numeroso. Embora conheça alguns que piamente o façam. São os alguns. Já ouvi e discuti muitas vezes o caso em apreço. Com intelectuais orgânicos e outros menos orgânicos. Já ouvi até afirmar que foi uma autocracia e que os portugueses tem uma certa predilecção pelo autocratismo. Como, por exemplo, do autocratismo socrático. E de uns quantos sebastianismos que por aí vão surgindo, encarcerados em tabus. Somos muito dados a misticismos! Ora, na realidade, é isso mesmo que a fase do denominado "Estado Novo" foi: uma autocracia impregnada por laivos pessoais e ideológicos do seu dirigente máximo. Não precisamos do excesso de rigorismo em História, porque aí o absolutismo da verdade é uma pura fantasia e verdades históricas absolutas não existem, conquanto existam algumas. E os factos, bem, os factos são os factos. Continue-se pois a deslindar o período, as idiossincrasias muito próprias, que o João, no seu curto e conciso texto alinha, para que se entenda melhor o porquê do ponto em que nos encontramos, a influência que  aquela ditou nas gerações seguintes, do que  nas  que a geração dele passou. Dessas vamos tomando conhecimento e vamos sabendo. Do que pouco se sabe é dos "estragos" mentais e sociológicos  que tão alargado período de autocracia em Portugal provocou. Nem do tempo que será preciso para "limpar" e "varrer" tais estragos. Alguns são tão evidentes na actualidade que muitos nem se apercebem. Como se pode observar, o cartaz, que encima  este memorando, data dos anos Trinta do século passado, e existe, hoje, gente que anda em bolandas com a "sua" nova Constituição, com os fins que lhe reconhecemos, e outros que defendem um Estado forte. Por isso, passado quase ou mais de setenta anos, em que ponto nos encontramos nós? Já repararam?

publicado por carlosfreitas às 12:43
|

eXTReMe Tracker
Carlos Freitas Almeida Nunes
.links
.posts recentes
.arquivos
.tags
.pesquisar
 
.Fevereiro 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28